O EDTED - Encontro de Design e Tecnologia Digital, maior evento de internet do Brasil, é um dos eventos mais importantes do mercado. Nos últimos anos, com a maior integração entre tecnologia digital e comunicação, o evento tem se tornado um grande ponto de encontro de diversos tipos e perfis de profissionais.
A próxima edição deste ano é em Porto Alegre. O evento, que esse ano passará por 10 capitais, está em sua 16ª edição, com mais de 200 palestras e estimativa de cinco mil pessoas presentes.
A programação é dividida em três espaços, “Design e Marketing”, “Tecnologia e E-commerce” e “Business”, e os participantes têm livre acesso a todas elas.
Acontecerá no dia 15 de outubro no Plaza São Rafael Hotel: serão doze palestras com os melhores profissionais da área e mais duas mesas redondas onde o público poderá interagir e tirar suas dúvidas.
Veja a programação completa pelo site www.edted.com.br e garanta já a sua presença. O Edted é um evento realizado pela Arteccom ( www.arteccom.com.br ).
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Só isso, mas lembre de manter o link pois é com ele que poderemos fazer o sorteio. Na sexta 07-10, sortearei cinco ingressos. Não precisa seguir ninguém, mas pra saber tudo sobre os eventos e publicações da Arteccom, pode dar uma olhada em @arteccom e, para aprender um bocadinho sobre monitoramento e métricas: @tarushijio.
Layout, design de interação, recursos, ferramentas, constrições e aberturas das mídias sociais exercem um papel importante no volume, formatação, direções e tipos das interações sociais nestes espaços.
Uma apresentação interessante sobre o assunto é a The Impact of Social Model, de Luke Wroblewski. Apresentada no IDEA2009, a apresentação parte da hipótese de que modelos sociais interferem na colaboração e produção em mídias sociais. Segundo o Wrobleski, o tipo de “modelo social” (sem relacionamento, comunidade, grupo, simétrico ou assimétrico) pode explicar a concentração de colaboração e produção de conteúdo encontrada em algumas das mídias sociais analisadas. Clique na imagem para baixar o pdf:
O Encontro de Design e Tecnologia Digital (EDTED) é um evento que percorre nove capitais brasileiras. Em Salvador, acontecerá no dia 24 de outubro. Trará três espaços: design, tecnologia e oficinas. Em design e tecnologia, alguns bons profissionais (e alguns ruins, diga-se de passagem) apresentarão palestras e, no fim do dia, discutirão em uma mesa-redonda.
Em Designteremos aqui a presença de Michael Lent (OgilvyInteractive) e Frederick Van Amstel (Usabilidoido). Do mercado local, vale a pena ver a palestra do Fábio Seixas (Iwwa). De Tecnologia não conheço os palestrantes, mas me interessam as palestras sobre SEO e CMS livres. Nas Oficinas, para quem ainda não sabe WordPress, é imperdível.
Nivaldo Silva é o autor de “Design de Mídias Sociais”, trabalho de conclusão de curso para seu curso de Design na UFSC. Fazendo juz ao tema, criou um wiki, publicou o pdf online e botou os slides no Slideshare:
Os suportes de comunicação são, constantemente, dedicados a conteúdo de outros suportes ou meios. Meu blog Imagem, Papel e Fúria, por exemplo, escreve sobre revistas e livros. Mais cedo ou mais tarde, aconteceria o inverso. Recentemente recebi o livro Blogs: Mad About Design, que publicou imagens e informações de 240 blogs de design de todo o mundo, inclusive o IPF. Abaixo duas imagens linkando para mais informações:
O longo título faz juz à multiplicidade de assuntos abordados. Editado pela Edições Rosari sob a Coleção TextosDesign, aborda design gráfico, design de jogos, design de moda, fotografia, dança, arquitetura, branding, comunicação e antropologia.
Não segui a ordem especificada pelo sumário, e iniciei a leitura pelo ensaio da organizadora, com o envolvente título “Transgressão e impertinência no design”. A autora abre o ensaio com uma análise do caso do prédio ao lado, construído em Madre de Deus, Bahia. A “transgressão na vida cotidiana” é exemplificada pelo esforço de Dona Helenita em levar à cabo seu projeto/sonho de ter uma casa que tivesse frente para duas ruas. Ainda que o terreno apenas tivesse 1m de largura. Transgressão e impertinência também existentes no design, como mostra em seguida.
“Design de jogos: é brincadeira?”, de Delmar Galisi Domingues investiga a produção de jogos eletrônicos a partir do papel do designer de jogos. Para isso, escreve como esse profissional está envolvido em várias etapas na concretização de um game, do som, à programação, assim como a sua especificidade, que é “projetar o game, determinar sua aparência e jogabilidade”. Ao usar a metáfora do “diretor de cinema”, polemiza invertendo a associação: não seria na verdade este que deveria se chamar de designer?
Gisela Belluzo de Campos traz o ensaio “Arte, design e linguagem visual”. Apesar do título um tanto abrangente, o que a doutora em Comunicação e Semiótica faz é analisar as mudanças sofridas pelo design gráfico desde seu estabelecimento, sua fase modernista e na fase atual chamada “pós-moderna”. Identifica, inclusive, algumas características que desenvolve no texto, como: desfoque nas imagens; tipografias de baixa legibilidade; uso de cores industriais; mudanças de gostos. Desenvolve cada um desses fatores, depois de lembrar que: “cada criação e cada produção ocorre por uma necessidade do criador, do seu tempo, do seu público, do seu momento histórico e do lugar, e que o modo de admirar e fruir estas produões muda com a época.”
Os outros onze ensaios publicados são:
- A funcionalidade no design contemporâneo, de Adriana Kei
- O designer na construção de marcas: criando experiências e emoções, de Adriana Valese
- O caderno de ntoas como ferramenta do designer, de Claudia Marinho
- O design em formação, de Cláudio Ferlauto
- O olhar antropológico do designer, de Irene G. Rodrigues
- Design e fotografia caminham juntos, de Jofre Silva
- A gênese da moda, de Kathia Castilho
- One more time. O improviso jazzístico e o design, de Marcos Mello
- Artesanato: patrimônio cultural, de Nelson Somma Junior
- Design de interfaces coevolutivas para a criação artística em dança, de Rachel Zuanon
- Por baixo dos panos: design de moda além da face, Rita Morais de Andrade
Os programas de mestrado em design e comunicação da Anhembi Morumbi oferecem as dissertações para download em pdf e merecem a visita: Mestrado Design e Mestrado em Comunicação.
Antes de finalizar, uma puxadinha do assunto para meu outro grande interesse: mídias sociais. A Edições Rosari é uma das editoras brasileiras de design que criou Twitter, assim como a 2AB e a Cosac Naify. É só clicar nos links da última frase pra ficar por dentro de notícias e promoções.
O livro Elementos de Semiótica Aplicados ao Design está na sua segunda edição pela 2AB Editora. Lucy Niemeyer, professora da ESDI, acredita que “não basta algo ser formalmente agradável, ser funcional, prover uma boa interface. É mister também o produto portar a mensagem adequada, ‘dizer’ o que se pretende para quem interessa”.
Para tanto, apresenta neste livro todos os conceitos e ferramentas semióticas básicas para um designer alcançar aquele objetivo. O livro é dividido em:
1. Sucessivos e cumulativos requisitos no design
2. Design e comunicação
3. Elementos de semiótica
4. Semiótica aplicada ao projeto de design
5. Signo
6. Dimensões do produto
7. Identidade do produto
8. Referências no produto
9. Proposta de uma abordagem semiótica do projeto de design
A semiótica é a teoria geral dos signos. Segundo um de seus fundadores, Charles S. Peirce, o signo é algo que representa alguma coisa para alguém em determinado contexto. Meio confuso, né? Essa disciplina é um dos primeiros horrores dos estudantes de Comunicação. Mas, na medida em que a análise semiótica vai sendo compreendida, pode ser uma ótima ferramenta na produção de conteúdo comunicacional, seja em design ou não.
Nos últimos capítulos a autora aplica a semiótica às especificidades do design, no que constituiu a parte mais suculenta e nova para mim. Por exemplo, no sexto capítulo, a autora escreve sobre as dimensões material, sintática, pragmática e semântica do objeto. No oitavo escreve sobre o caráter referencial do produto (…representa alguma coisa para alguém…), dividindo-as em referências icônicas, indiciais e simbólicas, por meio da forma, material, cor, marcas, cheiro, toque, posições e posturas etc etc.
Niemeyer finaliza o livro com um capítulo dedicado a propor uma abordagem semiótica do projeto de design. Para tanto, estabelece um “passo-a-passo” (se é que esse termo está à altura) de como o designer produz, usando a semiótica como ferramenta, um objeto que atenda bem às demandas comunicacionais.
Enfim, se provavelmente não consegui me fazer entender (como dizem que o professor de semiótica daqui não consegue, estou satisfeito), vale a pena dar uma olhada no livrinho de 80 páginas.
Neste ano o evento Pixel Show acontecerá também por cá, nesta cidade estranha chamada Salvador. A previsão é que 350 pessoas, entre estudantes e profissionais, assistam as palestras e cerca de 1.500 visitantes circulem pela Feira de Arte, Design e Tecnologia. As palestras são pagas (e o preço é salgadinho), mas esta feira é gratuita.
Além de incentivar as atividades da área de design, priorizando a originalidade, criatividade, seriedade e ousadia, o Pixel Show tem o objetivo de integrar os participantes através do conhecimento e do intercâmbio de ideias. São seis palestras no auditório principal e atividades paralelas para o público durante todo o dia, além de shows musicais que encerram o evento.
O evento acontece em São Paulo desde 2005 e esta edição em Salvador é o resultado da parceria entre a agência digital baiana Digiartes e a editora Zupi. O evento acontece no dia 16 de maio, no auditório do centro universitário Unijorge (Av. Paralela).
- Flávio Samelo (fotografia)
- Nitroglicerina (motion design)
- Greg Tocchini (quadrinhos) [imagem do post]
- Guy Costa (publicidade)
- Colletivo (ilustração, design e web)
- Mooz (ilustração e design)
Quem for se inscrever, corra! Existem descontos para grupos e antecipados. Para os paulistas, o evento acontecerá em 10 e 11 de outubro, com programação a ser confirmada.
Sabe aquele link de post que você guarda porque é muito legal, mas só dias ou meses depois abre e descobre que é apenas a pontinha de um enorme iceberg de conteúdo? Foi assim que descobri este blog, o [arte e vício].
Vi, não lembro onde, a recomendação de alguém, não lembro quem, da arte de Tebe Interesno. O artista une ilustração digital com fotografia construindo narrativas fantásticas impressionantes.
Além de artes visuais e design, também escreve bastante sobre cinema e publicidade. O projeto gráfico e identidade visual do blog é exemplar. Na imagem ao lado dá pra ver a paleta de cores e o personagem criado pelo autor. Mesmo a marca do BlogBlogs é customizada para se adequar graficamente.
Barba Uonderias, como se auto-denomina também mantém uma conta no Twitter. Ele é um dos contatos com quem mais troco idéias e informações por lá. Já me passou informações valiosas para alguns posts, e a trilha de Watchmen, que ouço enquanto escrevo este post.
Ideas worth spreading – ideias merecem compartilhamento. Mal traduzindo, é essa a missão de TED: Technology, Entertainment and Design. O projeto pretende fornecer gratuitamente para todo o mundo palestras de grandes nomes nestes três campos.
A organização dos vídeos é exemplar. Além das três grandes áreas que dão nome ao projeto, também há subdivisões por “tom” da palestra (intrigante, persuasiva etc) e etiquetas. Cada vídeo pode ser visto completo ou o usuário pode pular direto para algum tema abordado. Tudo em Creative Commons, podem ser baixados para desktop ou iTunes ou incorporadas em seu site ou blog.
Já marcaram presença, entre outros: Evan Williams, falando sobre Twitter; Philip Rosedale sobre Second Life; John Markoff sobre jornais impressos etc.
Uma das palestras que já vi é a de Scott McCloud, desenhista e teórico dos quadrinhos. Na palestra Understanding Comics, fala sobre visão, quadrinhos e as influências dos computadores e da internet em sua leitura: