A monografia, cujo anteprojeto deu o impulso inicial para a criação deste blog, está pronta, finalizada, aprovada e revisada. Diagramando Revistas Culturais – Reflexões sobre a Revista Fraude, monografia orientada por Graciela Natansohn pode ser visualizada e baixada:
Duzentos e quarenta blogs sobre design. Blogs para todos os gostos e várias as línguas (inglês, espanhol, francês, português, alemão e japonês) foram reunidos no livro Blogs: Mad about Design.
A introdução traz uma breve história dos blogs, falando sobre os fundadores do formato e a transformação deste em um tipo de publicação praticamente ubíquo entre os usuários de internet. Como não poderia deixar de ser, um pequeno tutorial de como publicar um blog também faz parte do livro. Em 10 páginas, qualquer leitor pode se aventurar a também ter um blog sobre design.
Já entre as 500 páginas a seguir, cada blog escolhido tem geralmente duas (excepcionamente quatro) páginas com título, nome do(s) autor(es), url, print screens, descrição e três blogs indicados pelo autor.
A descrição deste blog aqui, por exemplo, foi:
“The image: design, photography, comics, graffiti and other visual arts. Paper as a medium: magazines, posters, wrappings and ephemera. The fury: art, creation and esthetics. These are all topics that are presente throughout the interesting articles found in this Bahian blog – completely written in Portuguese – that also offers visitors the possibility of becoming one of his columnists by sending them a text and waiting for a reply.“
Elementos do Estilo Tipográfico – versão 3.0 é a edição de 2005 do livro de Robert Bringhurst. Desde sua primeira publicação em 1992, Elementos do Estilo Tipográfico se firmou como um dos livros essenciais sobre tipografia.
Nesta edição da Cosac Naify foi traduzida por André Stolarski, profissional, pesquisador e historiador do design também responsável pelo documentário Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil. Grande editora e grande tradutor geraram uma edição linda e precisa do livro, que contem também um glossário inglês-português.
Robert Bringhurst, estadunidense, também é poeta e foi professor de literatura e história da arte. A arte do desenho das letras, então, não é mistério para Bringhurst. O livro começa com uma sinopse histórica dos estilos tipográficos: renascentista, barroco, neoclássico, romântico, realista, modernista geomético, modernista lírico, pós-moderno.
Os onze capítulos são:
1. O projeto maior
2. Ritmo e proporção
3. Harmonia & contraponto
4. Formas & dispositivos estruturais
5. Símbolos não alfabéticos
6. Escolhendo & combinando tipos
7. Interlúdio histórico
8. Dando forma à página
9. O que há de mais avançado
10. Preparando a fonte
11. Olhando os catálogos de amostra
Estes onze capítulos, nesta edição, representam pouco mais de 300 páginas. O livro ainda traz cinco apêndices: o alfabeto ativo; glossário de caracteres; glossário de termos tipográficos; designers de tipos; fundições tipográficas.
Curiosamente, durante minha leitura, o defeito que identifiquei é desenvolvimento da sua completude. Robert Bringhurst é tão versado e cuidadoso que tenta abarcar todas as aplicações possíveis. Pode chegar a cansar em alguns momentos, mas o bom texto evita que isto seja frequente. E essa exaustão de informação, como as quase 100 páginas de descrições de fontes em “Olhando os catálogos de amostra”, tornam o livro uma fonte de consulta indispensável.
Leitores de jornais online costumar ler mais conteúdo do que em jornais impressos! Essa foi uma das descobertas inesperadas da pesquisa Eyetracking the News – A Study of Print and Online Reading, do Poynter Institute. O livro, escrito por Pegie Stark Adam, Sara Quinn e Rick Edmonds reúne os resultados de experiências realizadas em 2007, com os jornais Philadelphia Daily News, Rocky Mountain News, St. Petersburg Times e Star Tribune. Esses quatro publicam dois jornais standard, dois tablóides e dois onlines que foram os objetos de pesquisa.
Foram 605 participantes da pesquisa, que toparam usar um óculos especial que rastreava a trajetória do olho na leitura. Dessa forma, pode-se quantificar a quantidade de “paradas” dos olhos, caminhos de leitura, tempo de leitura de cada elemento – textual ou gráfico – e por onde se “entra” na página, só pra citar alguns dos fatores analisados.
O prefácio é feito por ninguém menos que Mario García, pesquisador, consultor e dono da García Media. Todo o livro é bem “americano”: muitos gráficos, muitos dados e a crença quase absoluta no peso dos números.
É um livro que interessa a várias áreas da comunicação, portanto. Sobre a publicidade, por exemplo, o livro foi uma das bases de relatório produzido por Breno Fernandes para o Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais. Abaixo, os slides de “Publicidade em Sites de Notícia”:
A revista Lupa lança seu quinto número, produzido pela turma da disciplina Temas Especiais em Comunicação 2008.1. A demora foi fruto de problemas burocráticos típicos brasileiros. Mas não é isso que importa aqui, e sim a qualidade da publicação.
Pois bem. Logo na capa, a melhor até agora, em minha opinião. É uma montagem sobre foto de Jacques Wagner, atual governador da Bahia, bem jovem. No “embalo” dos 40 anos completados desde 1968, a matéria “Nada Será como Antes”, escrita por Edna Matos e Samuel Barros discute o engajamento político da juventude e conseguiu fotos de arquivo de políticos baianos, quando jobens. Interessante e curiosíssima a pa´gina com imagens de Olívia Santana, Lídice da Mata, Geddel Vieira Lima e outros.
Um pouco depois, uma dupla sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano inspirou o infográfico mais elaborado já produzido na Lupa. Usando a estrutura do Banco Imobiliário, faz um bom panorama de problemas, soluções e interesses literalmente em jogo nessa questão.
Mais à frente, esta Lupa continua mais “séria” do que seus outros números e descobriu como escolas militares “ensinam” a história do “Dia da Revolução Democrática de 1964″.
O ensaio fotográfico da seção Impressões, por Caio Sá Telles e Mariele Góes, traz um tema que gosto: “anjos caídos”. Ainda há textos sobre arte cemiterial, rpg, convergência e mais.
Diego Areso é designer, professor e blogueiro. Já escrevi sobre o Quinta Tinta em outro post. Recentemente o blog Maquetadores relembrou um post em que Areso reuniu as apostilas que usava quando deu aulas de Design de Revistas e Suplementos na Universidad Carlos III de Madrid e as disponibilizou no Issuu.
Esta edição de 2003 já é a oitava. O “clássico” livro Planejamento Visual Gráfico, de Milton Ribeiro tenta ser exaustivo, mas acaba por ser também superficial em alguns pontos.
É dividido em três partes:
I – Componentes Gráficos
O capítulo começa bem, com longas seções sobre os materiais básicos como papel, letras e tipografia. Em seguida fica um tanto ultrapassado quando fala de técnicas de impressão, caixas tipográficas etc.
II – Componentes Estéticos
Em escassas 50 páginas, este capítulo é dividido em quatro partes: ponto, linha, massas; princípio de Vitruvio; o problema da composição; cor e luz. É nessa parte, na qual Ribeiro teria a oportunidade de fazer o texto mais fluído do livro, que ele mais peca. Na seção sobre Forma, por exemplo, ao tratar de “forma regular ou irregular” escreve apenas “a forma pode ser irregular ou irregular, segundo tenha ou não uniformidade ou simetria”. Paradoxalmente faltam páginas e sobra tautologia.
III – Projetos
Depois de tratar um pouco de desenho de letras e convenções, Neste capítulo, Milton Ribeiro vai de formato a formato.: cartões de visita; cartaz; marca, símbolo e logotipo; identidade visual; livro; e revistas. Esta última seçãozinha, sobre revistas, é demasiado curta e técnica. Os itens são do tipo: atração e personalidade; estilo e versalidade; capa; seleção de cores. Logo depois, finalizando o livro, sugestões de exercícios, um dos motivos pelo qual ainda é bastante utilizado em universidades.
De preço relativamente baixo, o custo-benefício chega a valer a pena. As questões técnicas são abordadas de forma exaustiva. Mesmo para quem não mais as utilizam, tem valor histórico. As 500 páginas de 29x21cm também dão um bom “livro de mesa-de-centro”.
Apesar do subtítulo, o livro dá muito mais atenção a revistas, ainda bem. No caso dos jornais, o que é mais observado são os complementos e alguns exemplos de infografia, como os da Folha de São Paulo.
Voltando a revistas, as 200 páginas do livro cobrem os assuntos abaixo, ao longo de seus capítulos. Também merece destaque, apesar de não constar no índice, os numerosos Perfis de publicações que aparecem “soltos” pela publicação. Entre os perfis, sempre de uma página inteira, revistas como: Zembla; I.D.; soDA; Adbustees; Wired etc
I. El diseño editorial y su objetivo
Neste primeiro capítulo: o que é o design editorial; tipos de design editorial; os atores do processo; o calendário e prazos de entrega; a evolução da página impressa.
II. Anatomía de una publicación
Marca e identidade corporativas; a capa; as páginas internas; a função do texot; o tratamento de imagens.
III. La maquetación
Componentes principais de uma diagramação; fatores que determinam a diagramação; harmonia e desarmonia; o estilo: o que é, como se consegue, como mostrá-lo; como converter inspiração em diagramação.
IV. Herramientas esenciales del diseño
A preparação da página e das retículas; a escolha e uso da tipografia; destrezas gráficas e questões de produção; as imagens: aquisição, desenvolvimento e produção; coerência sim, mas sem monotonia; redesign: quando e porquê.
V. Perspectivas hacia el pasado y hacia el futuro
Desde o passado: motivações e princípios implícitos; estudos de casos: designers e publicações; um olhar para o futuro.
O livro mede 22cmx26cm e cada uma de suas páginas é colorida. Particularmente não gosto da capa, mas o resto design editorial do livro está à altura dos trabalhos apresentados em centenas de imagens.