Aplicativos de Análise de Informações Sociais: mapeamento e dinâmicas interacionais – dissertação defendida!

Posted: March 5th, 2012 | Author: | Filed under: Mídias Sociais, Pesquisa, Textos Acadêmicos | Tags: , , , , , | No Comments »


Não sou de botar exclamações em títulos de posts, mas “Aplicativos de Análise de Informações Sociais: mapeamento e dinâmicas interacionais” foi o título da minha dissertação de mestrado defendida no último dia 27. Cursei o mestrado pela linha de pesquisa em Cibercultura do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, orientado pelo prof. dr. José Carlos Ribeiro. Depois de dois anos de dedicação, afinco, diversas disciplinas, GITS e projetos muito divertidos como diversos artigos e a organização do SIMSOCIAL, concluí o mestrado. Na defesa do trabalho, além de meu orientador, foram avaliadores os professores André Lemos (UFBA) e Lynn Alves (UNEB). Segue o resumo do trabalho e slideshow utilizado:

Esta dissertação busca caracterizar e analisar os aplicativos de análise de informações sociais quanto a sua utilização em processos interacionais online. Considerando a importância da comunicação através de ambientes digitais como os sites de redes sociais, buscamos observar novas práticas de auto-apresentação de si e de monitoramento. Partindo da perspectiva interacionista, a dissertação elenca o gerenciamento de impressões e a construção identitária como conceitos-chave para a compreensão da comunicação digital. Os aplicativos sociais são softwares que extraem, processam e classificam os dados publicados em sites de redes sociais com fins interacionais. A pesquisa está interessada em compreender como tais aplicativos podem exercer papéis nas dinâmicas interacionais online e utilizou como metodologia o mapeamento e classificação dos aplicativos quanto a variáveis relacionadas a suas Práticas Prescritas, Manejo dos Dados, Visualização, Motivação e Compartilhamento. Pode-se constatar a importância de aspectos destes aplicativos que podem condicionar as práticas de busca por informação social e auto-monitoramento, com consequências para os processos de vigilância, memória, gerenciamento de impressões e construção identitária.

Desnecessário dizer que estou extremamente feliz de completar esta fase da vida de pesquisador. Agora é reunir mais experiência(s), ideias e bagagem – física e intelectual – pra realizar o doutorado daqui a uns anos. Enquanto isso, continuar mergulhado nas teorias, práticas e observações em torno da cibercultura, interações sociais e comunicação digital. Obrigado a todos envolvidos.

p.s.: quando a versão da dissertação com as sugestões da banca estiver concluída e online no site do Poscom, publico por aqui :)


Klout – relevância e influência na internet

Posted: June 13th, 2011 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , | No Comments »

Já falei aqui um pouco sobre o Klout, um aplicativo de classificação de presença online que atualmente analisa Twitter, Facebook e LinkedIn e oferece diversos indicadores sobre a rede, amplificação e influência das pessoas e organizações. O Nino Carvalho preparou uma excelente apresentação sobre o aplicativo. Veja:


Uso e Desenvolvimento de Aplicativos Sociais: Perspectiva da Teoria Ator-Rede

Posted: June 8th, 2011 | Author: | Filed under: Livros, Revistas e Publicações, Textos Acadêmicos | Tags: , , , , | No Comments »

O artigo Uso e Desenvolvimento de Aplicativos Sociais: Perspectiva da Teoria Ator-Rede é fruto da aproximação de um interesse de pesquisa meu com o referencial teórico sobre a Teoria Ator-Rede, com o qual tive contato em disciplina  (no PPGCCC-UFBA) do André Lemos no ano passado. Foi recém-publicado na revista Razón y Palabra, n.76. Segue o link (PDF) e resumo:

Uso e Desenvolvimento de Aplicativos Sociais: Perspectiva da Teoria Ator-Rede
O presente artigo busca observar o desenvolvimento contínuo de aplicativos sociais no Facebook a partir da Teoria Ator-Rede. Entendendo estes softwares como estruturas automatizadas que possuem elementos e recursos característicos de softwares web 2.0, pretendeu-se observar o desenvolvimento como exemplo desta dinâmica sócio-técnica particular. A análise mostrou que diversos actantes humanos e não-humanos estão envolvidos na criação e desenvolvimento destes aplicativos, que não podem, portanto, serem visto como criações apenas de desenvolvedores.


Jogos e Aplicativos Sociais: padrões de consumo, interações, análise e desenvolvimento

Posted: September 11th, 2010 | Author: | Filed under: Apresentações, Mídias Sociais, Mercado | Tags: , , , , | No Comments »

Três apresentações recentes sobre o tema.

Os slides “Jogos Sociais: Padrões de Interação e Consumo”  foram utilizados na aula inaugural que o Thiago Falcão, doutorando do Póscom, deu na ULBRA:



“Análise e Desenvolvimento de Jogos Sociais” foi uma oficina que apresentamos no Intercom 2010.



“Gerenciamento de Impressões através de Aplicativos Sociais: uma proposta de análise” foi um artigo que apresentei no Intercom 2010, em co-autoria com José Carlos Ribeiro e Thiago Falcão.




Case do MiniBis no Colheita Feliz

Posted: May 7th, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , , | No Comments »

A Ogilvy publicou esse vídeo-case em inglês. Incrivelmente maquiado, troca a estrutura tosca do jogo social por uma representação em flash, pintando de ouro tudo. Além disso, fala que esse é o aplicativos social mais famoso, algo muito questionável. Mas vale dar uma olhada na ação que, de fato, foi muito boa. Veja também o post que já publiquei aqui “Mini Bis, product placement e jogos sociais”.

Who said chocolate does not grow on trees? Mini Bis Chocolate Tree from Bis on Vimeo.


Aplicativos Sociais e uso dos dados de perfis conectados

Posted: April 24th, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , | No Comments »

Entre os muitos mecanismos persuasivos empregados por aplicativos sociais, está a utilização de elementos dos perfis conectados ao usuário do aplicativo. Por exemplo, no “Golmemorador”, aplicativo patrocinado pela Coca-Cola, o usuário pode bater penaltis e comemorar o gol, estratégia vinculada à campanha “Comemore do seu jeito!”.

golmemorador

Uma particularidade do jogo é o posicionamento das fotos de avatar dos amigos do jogador no rosto do “goleiro”. Quem joga o Golmemorador pode “fazer gols em seus amigos”. O aplicativo coleta os dados dos amigos do jogador, mesmo que estes não utilizem o aplicativo e, muitas vezes, sequer saibam. É um jogo individual a princípio mas que, depois da partida, interpela o jogador a publicar nas atualizações “Fulano fez gol em sicrano”. Assim, o sicrano e os amigos de fulano e sicrano podem ver a atualização, ficar curiosos e também utilizar o aplicativo.

O mesmo acontece em diversos outros aplicativos sociais, especialmente nos jogos: Cafe World é um bom exemplo, no Facebook. Essa experiência é bem característica dos aplicativos sociais, sistemas que utilizam as redes de conexões e bases de dados dos usuários dos sites de redes sociais para fornecer diferentes tipos de interação e expressão. A depender do modelo de negócio (no caso, aplicativo dedicada à marca), a estratégia é envolver inicialmente um usuário para que sua experiência resulte em disseminação do aplicativo, através da própria visibilidade (ao postar nas atualizações) e de dinâmicas sociais resultantes, como competição.


Mini Bis, product placement e aplicativos sociais

Posted: April 21st, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , , , , , , , | 1 Comment »

Na minha opinião, um dos principais objetivos a ser alcançado por empresas que investem em comunicação digital e mídias sociais é transformar suas marcas no próprio material significativo da interação entre as pessoas. Ou seja, que a marca não seja citada apenas na hora da compra, de forma operativa ou somente quando um incentivo palpável está em jogo. Mas sim que se torne parte das interações descompromissadas, do cotidiano das pessoas. A estratégia de product placement, desde os meios “analógicos”, busca algo parecido. Meu personagem preferido, aquele herói, aquele galã que conquista todas, o esportista que sempre vence ou a garota mais popular (estereótipos narrativos, não concordo com eles como ideais) utilizavam, na tela, com maior ou menor naturalidade um produto. Estratégia paga pelas empresas para que os espectadores vissem aquele produto como o escolhido pelos seus modelos de comportamento.

mini bis colheita feliz

Nos meios digitais e interativos, o product placement pode chegar a outro nível. Talvez até o nome “product placement” seja pouco para falar sobre as possibilidades. Falando especificamente de aplicativos sociais, nesta semana ganhou pauta em vários blogs a ação feita para a marca Mini-Bis no jogo social Colheita Feliz. O pitoresco de se plantar chocolate nesse jogo é verossímil: se “planatava” caviar em aquarioszinhos que ficavam sobre a terra já era possível, por que não isto? Os pezinhos de Mini BIS ficaram disponíveis aos 20 milhões de usuários do jogo no Orkut.

Outros exemplos famosos de product placemente em aplicativos sociais ocorreram no BuddyPoke, que segue sendo o aplicativo social mais utilizado no Orkut. Para o lançamento do filme Wolverine, duas ações especiais faziam referência ao personagem-título. E, para divulgar o chiclete Bubbaloo, uma ação de “estourar bola” também foi criada.

Xmen_buddy_poke_001

bubbaloo buddypoke

Existem, é claro, diversos aplicativos voltados a uma única marca. Porém, essas estratégias de product placement interativo podem ser mais interessantes porque oferecem um nova interação possível para que as pessoas se comuniquem. É importante sempre lembrar que os aplicativos sociais permitem, em sua essência, interações entre pessoas que já se conhecem. Por isso, cada poke, mensagem, comentário, jogada traz consigo um valor relacional interessante. Pode-se constuir associações afetivas com estes aplicativos, porque se integram ao cotidiano de conversação entre os usuários do site de rede social. Mais que um product placement no conteúdo, também é um posicionamento na forma como as pessoas trocam valores e sentimentos. É em busca disso que as marcas devem ir para ter êxito nas mídias soicias.


Dengue Ville – aplicativo social para o combate ao mosquito da dengue

Posted: March 20th, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , , , , | No Comments »

Discutimos nessa semana no GITS-UFBA o meu projeto de mestrado. Uma das críticas à redação do projeto foi que a perspectiva era muito mercadológica, como se as possibilidades do formato só possibilissem usos para a comunicação comercial. Mas no Facebook, entre os aplicativos mais famosos, o Causes já é um exemplo de utilização do formato para mobilização social. Apesar das apropriações (interessantes apropriações) do aplicativo social para questões relacionadas à cultura pop, jogos e outros aplicativos, as causas mais populares se referem a insituições de amparo social.

No Orkut não havia encontrado nenhum aplicativo dessa temática de sucesso, apesar do “semelhante” Apóio essa Causa da Mentez.  Entretanto, fFinalmente conheci um aplicativo para Orkut desenvolvido para um governo estadual. O Dengue Ville foi produzido pela Lápis Raro + Dito Internet para o Governo de Minas Gerais. O título faz referência ao aplicativo social mais famoso do mundo, o Farmville, mas com um objetivo mais “nobre”: gerar consciência sobre o combate a dengue.

É possível jogar em uma interface que simula uma cidade, aonde o jogador deve procurar por focos de dengue. O aplicativo possui uma estrutura bem típica do formato. Pode-se convidar amigos, ver e participar do ranking geral, assim como ver o ranking na rede de conexões do usuário.  Cada ação realizada ou feito alcançado, é claro, pode ser publicado nas “Atualizações de Amigos”. No topo um banner com o alerta e telefone para contato (curiosamente, não traz linkagem para um site institucional). Algumas telas:

dengue ville casa

Dengue Ville - troca de água

O gerenciador da comunidade é um personagem chamado El Matador da Dengue mas que, infelizmente, não está participando ativamente do fórum.


Aplicativo Social do Drimio no Orkut – Quais as marcas preferidas?

Posted: March 10th, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , | 1 Comment »

O site de rede social Drimio sempre me interessou por diversos motivos. O primeiro é que, simplesmente, acho ele fascinante. É um site que permite que as pessoas se associem à marcas. Cada um pode mostrar suas preferências e descobrir pessoas com preferências semelhantes. O site foi sendo monetizado através de diversos modos, especialmente com promoções customizadas para algumas das marcas mais “descoladas”.

Mas uma coisa sempre me preocupou também. Será que o Drimio é utilizado heterogeneiamente? Apesar de que, realmente, uma boa parte dos meus contatos na interent serem da área de comunicação, especialmente digital, no Drimio só tenho amigos desta área. Algo interessantíssimo seria ver gráficos de profissões, por exemplo, dos usuários do Drimio.

Quais as marcas preferidas- 2

Especulações à parte, o Drimio está fazendo sucesso. Acaba de lançar (ainda está chegando à segunda centena de usuários) um aplicativo social para o Orkut. Bastante simples, é um jogo no qual os usuários definem suas oito marcas preferidas em diversos setores e seus amigos podem tentar acertar. Vale a pena visitar. A princípio, parece que apenas algumas marcas aparecem. Provavelmente, com um fee de participação. Por exemplo, minha querida Stella Artois não se faz presente.

Além do jogo e do ranking, o espaço canvas do aplicativo também mostra uma notícia da rede. Apesar de interessante, o aplicativo não vai sustentar o uso do jeito que se configura hoje. Mas uma características dos aplicativos sociais (os de sucesso, pelo menos) é se reinventar adicionando novas ferramentas, opções e conteúdo. Ficarei de olho e torcendo.

Quais as marcas preferidas-

Quais as marcas preferidas- 3


Inovação colaborativa na web social: descentralizando capital social

Posted: February 16th, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais, Pesquisa | Tags: | No Comments »

Collaborative Innovation on the Social Web - Decentralizing Social CapitalCollaborative Innovation on the Social Web: Decentralizing Social Capital” é um artigo publicado no longínquo novembro de 2008. Escrito por Selcuk Atli, o texto parte do conceito de capital social de Putnam (analisado de uma forma não muito profunda) para analisar como as iniciativas de abertura promovidas pelas plataformas do Facebook e da Open Social estão descentralizando esse capital. A apresentação da história de abertura e desenvolvimento dessas plataformas de aplicativos sociais e algumas das consequências são bem apresentadas neste artigo. Clique na imagem para baixar.