Helvetica
Posted: February 8th, 2008 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Uncategorized | Tags: design gráfico, documentário, helvetica, história do design | 8 Comments »
Helvetica (Gary Hustwit, UK, 2007) é um documentário do ano do cinquentenário da fonte criada por Max Miedinger. Em seus 80 minutos de duração, alterna entrevistas com designers e sequências de impressos, sinalização e todo tipo de comunicação visual em que aparece. A história da Helvetica é explicada. O filho de Edward Hoffman (o dono da tipografia Haas Type Foundry, que encargou Miedinger do trabalho) fala do processo de produção, e mostra desenhos originais.
Talvez a parte mais suculenta do documentário sejam os depoimentos (repletos de alfinetadas) de defensores do design moderno de um lado, e do design pós-moderno, de outro.
Massimo Vignelli está presente no filme e, num inspirado momento compara o papel do design com o do médico. Mas é particularmente interessante uma crítica aos “pós-modernos”: Nos anos 70, a geração jovem estava atrás de fontes psicodélicas, e qualquer coisa junkie que poderiam encontrar. Nos anos 80, com suas mentes completamente confusas por essa doença que foi chamada de Pós-Modernismo, as pessoas estavam desnorteadas como galinhas sem cabeça, usando todo tipo de fontes que poderiam dizer “não modernas”.
O papa do design pós-moderno, David Carson, fala de seu processo de criação e dá um testemunho sobre a polêmica matéria que desenhou na lendária Ray Gun: Se é chato e não vale a pena ler, porque não pôr o texto em Zapf Dingbats? É uma fonte.
Mas a maioria dos depoimentos, entretanto, fala da ubiquidade inescapável da fonte suíça. Michael C. Place traz um causo descontraído: Fiz convites de casamentos, e nunca farei de novo. É o tipo de trabalho mais estressante que já tive, lidar com sogras é horrível. Mas eu fiz o nosso, e pus um pequeno crédito agradecendo Max Miedinger pela Helvetica.
A ideologia do design também é posta na mesa. Do lado dos ”contraventores”, Paula Scher fala sobre sua época de estudante: Eu era moralmente contra a Helvetica, porque eu a via em grandes corporações patrocinadoras da Guerra do Vietnã.
Mas estes excertos aí acima são apenas fragmentos coletados por alguém que acabou de assistir o vídeo. Confiram com os próprios olhos, o documentário é uma verdadeira aula de história, contada de forma divertida (se bem que essa tarefa não é das mais difíceis em se tratando de design).

Nossa… q interessante! Tudo isso sobre uma fonte… nunca mais olho a Helvetica da mesma forma…
Bjs,
Onde podemos ver esse documentário?
Adorei o post e suas impressões sobre o assunto.
Criar uma fonte não é tarefa fácil e não é para qualquer um…
Olá sou Weberth do blog tipoassim, muito interessante seu post, o vídeo é mesmo muito bom, pena que só ví trechos até agora, vou tentar baixar, se souber onde tem cologa outro comentário lá pra galera ver também. vlw.
Muito bom o documentario.. nossa. gostei muito eu que sou recém formado em design foi mto interessante.. mas como meu inglês não é lá essa coisas heheeh.. Queria até saber se tem leganda.. algum video com legendo ou a legenda separada hehehe.. Se alguem tive pode me enviar pelo chdms@bol.com.br
[...] desde a década de 1960. Atualmente é um grande detrator do “design pós-moderno”. No documentário Helvetica, por exemplo, declarou polemicamente que “nos anos 70, a geração jovem estava atrás de [...]
muito bom. ;D
depois que assiti, fiquei morrendo de vontade de criar alguma coisa. =P
pena que a turma aqui de casa não se interessou…
,,
*
[...] e Anita Brown para um curso de produção de vídeo, o documentário Comic Sans inspirou-se no Helvetica de Gary Hustwit, mas sem tanta pretensão. Inspirada pelo estilo das letras dos quadrinhos, a fonte passou a ser [...]
[...] Então, o que vocês acham? Concordam com essas representações? Antropomorfizar – isto é, “transformar” em humano – objetos, sentimentos, conceitos e fontes costuma ser um bom exercício de abstração. Quando vi esses desenhos, lembrei-me do vídeo realizado pelo College Humor que simula uma briga entre a gangue da Helvetica e a gangue da Arial. Para quem não sabe, a Arial é uma das muitas fontes acusadas de serem cópias da Helvetica, uma das fontes mais famosas do mundo (leia sobre um documentário decidado a ela). [...]