O Facebook, que já alcançou 300 milhões de usuários no mundo e anda a passos largos no Brasil, tem avançado nos seus sistemas de anúncio. Existe um tipo de anúncio chamado “self-service ads”. Como o nome indica é um tipo de anúncio, assim com o AdWords, que é produzido, comprado e manejado diretamente pela interface do Facebook. Hoje vi uma aplicação interessante desse tipo de anúncio. Para sua pesquisa de mestrado, o prof. Emilson Andrade se utilizou das possibilidades de segmentação (suponho que de localização, idade e escolaridade) para auxiliar na coleta de dados.
A Hasbro (que produz o jogo Monopoly – ou Banco Imobiliário) fez, junto ao Google, um dos melhores mashups com Google Maps já feitos. O Monopoly City Streets é um jogo em que as ruas que você compra estão no mundo “real”. Através da navegação do Google Maps, você pode comprar ruas grandes, construir prédios residenciais em suas ruas, contruir fábricas ou prisões nas ruas dos seus adversários e, claro, negociar.
[Mais um post recuperando conteúdo. O texto abaixo foi escrito originalmente em junho deste ano para o Xiscando.]
Antes do surgimento das mídias sociais como hoje existem, a internet já trouxera algumas coisas mais maravilhosas: digitalização e facilidade da comunicação. O prelúdio é só pra dizer: não pude ir ao Social Media Brasil mas, graças a Eliane Geek já pude assistir a mesa que eu mais queria ver.
Chamada “A importância dos widgets na Social Media“, a mesa sobre aplicativos sociais foi coordenada por Tahiana D’Egmont (Mentez) e contou com as participações de Eduardo Thuler (Google), Samuel Vignoli (StudioSol), Vítor Prado (HiperSocial) e Gilberto Jr. (Amanaiê).
Este último foi responsável por abrir a mesa explicando o que são aplicativos sociais. Junto às últimas discussões (mas não vi a parte das perguntas) foi um ponto alto. O Gilberto Jr. utilizou algumas metáforas interessantes, que podem ajudar a explicar o que são redes sociais e aplicativos sociais para quem não está mergulhado no assunto. Esta primeira parte pode ser vista abaixo:
Gilberto Jr. comparou a internet à uma cidade. É um lugar potencialmente “hostil”, no qual o usuário não sabe se está em segurança. Mas a internet é uma cidade sem “ruas” definidas. Quando alguém faz um site ou hotsite, precisa “fazer as ruas” para levar o usuário até lá. Redes Sociais seriam shoppings: um lugar onde as pessoas se encontram para conversar e interagir. E aplicativos sociais seriam algo como lojas de um shopping: lugares onde você pode mostrar seu produto/marca sem precisar levar o usuário a outro lugar.
Na segunda parte, depois que o Eduardo Thuler fala de uma especificidade dos aplicativos sociais, que é o acesso à rede de amigos e as implicações disso na distribuição, o Gilberto Jr. usa outra metáfora interessante, dessa vez para falar sobre o papel do capital social na distribuição de conteúdo nas redes sociais.
Depois, Tahiana pergunta o que funciona melhor? Nessa parte as respostas de cada um já começam a divergir, uma vez que os modelos de negócio das quatro desenvolvedoras ali representadas não é o mesmo. O StudioSol, por exemplo, é mais um “veículo”, uma “mídia” para exibição de anúncios, enquanto a Amanaiê faz aplicativos sob encomenda para marcas.
Em seguida, a discussão chega ao bendito banner. Aí, as opiniões divergem novamente, também em parte por causa dos modelos de negócio. Nesta terceira parte acontece a inevitável pergunta par Thuler: “o que você pode revelar sobre o que o Google está preparando?”. Ele desconversa, é claro, e fala sobre a futura integração com o Google Friend Connect, por exemplo.
Uma das ações de twitter + live streaming mais loucas que já. Acesse você mesmo:
O curioso é que a conta de twitter oficial da ação, @aplantaquefuma, tem 742 seguidores. Foi criado outro twitter, aparentemente não-oficial, chamado @aplantaqnaofuma. Já esta, tem apenas 54…
Na viagem para o Intercom, em Curitiba, o primeiro ponto turístico (?) que conheci – meio que por acaso – foi a Rua Bispo Dom José. Para quem é de Salvador, uma comparação “é o Rio Vermelho de Curitiba”. Pois bem, quatro bares temáticos, construídos lado-a-lado, são associados e se chamam de “Quarteto Fantástico”. Não gosto da referência aos personagens da Marvel, mas o fato é que a estratégia faz efeito.
Para cada bar, um personagem típico do tema. O Sheridan’s Pub, Taco el Pancho, Soviet Vodka Bar e Peggy Sue trazem um mexicano e um soviético típicos, um leprechaun e uma pin-up.
Do mesmo dono, o posicionamento dos quatro bares é, no mínimo, bastante mnemônico. Só fui em um deles no primeiro dia de viagem (o irlandês) mas não deixei de querer ir aos outros. A maioria dos meus conhecidos que passaram mais tempo em Curitiba, fizeram questão de ir aos quatro.
Dentro dos bares, além do óbvio esmero na construção de cada ambiente, telas de LCD exibem, entre vídeos musicais apropriados para cada bar, anúncios de promoções dos bares do quarteto. Dessa forma, o relacionamento entre os quatro estabelecimentos faz com que o habitual fã de quesadillas, por exemplo, já possua suas opções pra sair da rotina no happy hour seguinte.
Quem atende os quatro bares é a Zero Cinco Propaganda. Vale a visita ao site. Em formato de blog, possui bastante conteúdo sobre as campanhas criadas para o quarteto: www.zerocinco.com.br
O modelo de exibição de banners, especialmente quando cobrados por CPM, é posto em cheque ou reafirmado dia-a-dia. Hoje não foi diferente. Com o habitual fatalismo raso do UOL, seu portal de economia “analisou” uma pesquisa da ComScore sobre a efetividade dos anúncios gráficos no aumento de visitação e vendas, tanto online quanto offline. O artigo não explica a metodologia nem o tipo de empresas analisadas. O UOL, como habitual, não colocou link para a pesquisa original, mas tentarei achá-la. Clique no gráfico abaixo para ler o artigo completo:
[Este post foi escrito originalmente em outubro de 2008. É um resumo de um relatório que produzi para o Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais, e postado em seu blog. Depois de passar por problemas técnicos, o blog perdeu todos seus posts. Então o resgato aqui. Para ler slides dessa apresentação, visite meu slideshare.]
Publicidade em Redes Sociais Online
O Orkut foi visitado, em maio de 2008, segundo o Ibope Net/Ratings, por 16 milhões de usuários únicos no Brasil. A página, que possui o endereço mais visitado no país, tem sido alvo de diversas ações de comunicação, mas geralmente amadoras e sem unidade, porque faltam modelos de utilização do espaço. O relatório “Publicidade em Redes Sociais Online” apresentou como o Orkut, Sonico e MySpace vem sendo utilizados com fins publicitários e as tendências, especialmente os aplicativos sociais baseados no código OpenSocial.
Desnecessário dizer que, como todo resumo, algumas minúcias foram deixadas de lado em favor da concisão. Sejam problemas terminológicos ou demais dúvidas possíveis, sintam-se à vontade para comentar.
Web 2.0, Mídia Social e Redes Sociais
O conceito de web 2.0 já é batido demais para precisar ser conceitualizado aqui. Dentro dessa realidade, diferenciamos os termos mais utilizados em língua portuguesa: mídia social e rede social online. O primeiro é, hoje, praticamente qualquer serviço de sucesso. O que define mídia social é a importância dos usuários: são eles que criam, editam, selecionam, hierarquizam e demandam o conteúdo.
Por exemplo, o YouTube, site de compartilhamente de mídia, é um tipo de mídia social porque: são os usuários que enviam a maior parte dos vídeos; hierarquizam porque são os mais vistos os melhor posicionados; divulgam enviando para amigos ou incorporando em blogs; escolhem o que querem ver – podem, por exemplo, assisitir um programa de TV no horário que quiser.
Sites como o Delicious e StumbleUpon, chamados de social bookmarking, permitem que os usuários selecionem seus links preferidos e os liguem a marcadores. Estes marcadores organizam seus links, definem suas preferências e podem ser utilizados para encontrar conteúdo relacionado. A própria existência de marcadores, sem chegar ao mérito de quais são, é um indicativo: uma página que não existe no Delicious provavelmente não tem relevância.
Os exemplos acima são alguns dos tipos de mídia social existentes. O Mashable, principal portal sobre mídia social, foi base para categorizar as mídias sociais em
O que particulariza as últimas é o foco na comunicação e relacionamento entre as pessoas. No YouTube as estrelas são os vídeos, no StumbleUpon os sites, na Amazon os produtos, no Twitter são as recomendações e a velocidade. No Orkut são as pessoas. Citando (e tentando traduzir) danah boyd, uma das maiores especialista no assunto:
“serviços de web que permite que os usuários (1) construam um perfil público ou semipúblico dentro de um sistema conectado, (2) articular uma lista de outros usuários com os quais eles compartilham uma conexão e (3) ver e mover-se pela sua lista de conexões e pela dos outros usuários. A natureza e nomenclatura dessas conexões podem variar de site para site.”
Como causa e conseqüência do tipo de atividade desenvolvida – manutenção e criação de amizades –, esses sites possuem algumas características próprias. A primeira delas é a página pessoal chamada perfil. Apesar de alguns dos exemplos de mídia social supracitados permitirem a criação de perfis, a diferença é que as redes sociais são caracterizadas por perfis públicos, que permitem a postagem de comentários ou recados também públicos, ao menos para os amigos. E a navegação nesses sites se dá através das ligações entre os perfis, ao contrário de sites de compartilhamento de mídia, que oferecem navegação prioritariamente pela mídia em questão.
Tendências: Aplicativos Sociais e OpenSocial
Essa particularidades sempre foram uma pedra no sapato de profissionais de marketing e publicidade. O Orkut não previa o uso comercial de sua rede social. Apesar disso, como qualquer um que tem um perfil no Orkut sabe, recados, perfis e comunidades tem sido utilizados. Então posso suprimir essa parte deste resumo aqui, já extenso.
Os chamados aplicativos sociais são programas, desenvolvidas por terceiros para serem disponibilizados em sites diversos que permitem a utilização do tipo de código no qual foi criado o aplicativo. O parâmetro de sucesso é o Facebook, a maior rede social do mundo, quinto endereço mais visitado. Criado em 2004, o Facebook pode ser considerado o modelo de rede social (apesar do último redesign, mas isso é outra história). Experimenta diversos modos de monetização, sendo os aplicativos sociais o mais desenvolvido.
Quando respeitam as característias de seu ambiente, estes aplicativos merecem com jus o nome de aplicativos SOCIAIS. Por exemplo, a página do produto Red Bull no Facebook mantem o Roshambull: um jogo tipo pedra-papel-e-tesoura que permite competições levando os usuários a interagir com seus amigos, promovendo a marca.
Para concorrer com o Facebook, o Google e outras empresas proprietárias de redes sociais desenvolveram o OpenSocial, um código aberto, gratuito e padronizado que permite que qualquer desenvolvedor crie um aplicativo social compatível com qualquer uma das redes sociais afiliadas.
Em 10 de julho de 2008 os aplicativos sociais foram disponibilizados para os usuários brasileiros do Orkut. O código OpenSocial é aberto e a utilização dos aplicativos, desde que siga uma série de regras, pode ser monetizado de diversas maneiras. Analisamos os 25 aplicativos mais populares duas semanas depois e encontramos o seguinte panorama.
Treze aplicativos exibem anúncios patrocinados, doze promovem outro serviço/site da internet, e seis promovem marca. A soma dá 31 porque alguns ficam na fronteira de dois modelos. Os tipos de aplicativos mais populares são: Avatares, como o líder BuddyPoke; disponibilização de música e vídeo, como o Minha Música; e Esporte, como o GloboEsporte. Dentre as grandes empresas brasileiras, foi a Globo a primeira a entender o potencial dos aplicativos sociais. Estão disponíveis diversos aplicativos associados com seus portais.
As empresas especializadas em mídia social com destaque são a HiperSocial e a Mentez. Entre agências interativas, a StudioSol, criadora do Minha Música, demonstra o potencial do seu aplicativo em seu site. A falta de conhecimento das empresas acaba deixando para desenvolvedores autônomos uma grande fatia dos usuários. Longe de ser algo ruim, mostra como o poder de criação na web 2.0 é descentralizado. Por outro lado, essa audiência poderia ser melhor aproveitada com parcerias entre empresas e desenvolvedores.
O modelo mais bem sucedido é, no momento, o de aplicativos vinculados a outros serviços web. Como o Terra Sonora (sobre o qual já postei aqui), o Oyo Músicas e os desenvolvidos pela Globo, estes aplicativos fornecem alguns dos serviços na própria rede social, convidando o usuário para o site original.
Os serviços oferecidos pelos aplicativos tem de ser sociais. A tautologia evidente nem sempre é compreendida. O usuário de rede social quer se comunicar com amigos, quer que essa comunicação seja publicada e quer receber benefícios além do aspecto lúdico. O aplicativo social em uma campanha, na qual deve ser mais um item, deve priorizar a comunicação e interação entre seus usuários, além de se manter atualizado renovando o interesse. Essas particularidades foram compreendidas pelos criadores do BuddyPoke, que se mantêm invicto como o mais popular. Em outra postagem tratarei apenas dele.
Atualizações [outubro de 2008]
O relatório foi produzido entre maio e julho de 2008. Agora, outubro, a quantidade de aplicativos continua a crescer e mais empresas e desenvolvedores estão produzindo conteúdo. Sobre publicidade em redes sociais online de modo geral, agora o Orkut também exibe em algumas poucas páginas links patrocinados. Para saber mais sobre esse tipo de publicidade, o maior na internet, leia sobre o relatório “Marketing de Buscas como uma Estratégia de Comunicação para a Internet“.
Continuando com o percurso sobre A História da Arte, chegamos aos capítulos 6 a 10.
6. Uma Bifurcação de Caminhos – Roma e Império Bizantino, séculos V a XIII
Quando a Igreja passou da posição de perseguida à autoridade no Império de Constantino, o modo de tomar a arte religiosa cristã mudou. As primeiras igrejas foram construídas em grandes salões compridos e estreitos chamados de ‘basilicas’.
As igrejas e santuários cristãos não podiam, por restrições da religião, apresentar estátuas e imagens para serem louvadas. Entretanto, no sexto século, o Papepa Gregório empreendeu mudanças neste aspecto, lembrando que a maioria dos cristãos não poderia ler ou escrever. Então, para ‘ensiná-los” sobre a religião, as imagens poderiam ser utilizadas didaticamente.
Gombrich explica que isto foi de imensa importância para a história da arte, porque permitiu que a produção de pinturas avançasse através dos temas religiosos, que se provaram ser centrais durante séculos neste tipo de arte.
O capítulo é fechado com a imagem do mosaico da catedral de Moreale, produzida em torno de 1190 na Sicília, que comprime uma narrativa que, segundo o autor “parecem ser símbolos perfeitos da verdade divina”.
7. Olhando para o oriente – Islã, China, séculox II a XII
Outra vez a religião cumpre o papel principal nos caminhos que a arte toma. A arte islâmica também condenava, de forma mais rígida no início, a representação de seres humanos. Devido a essa restrição, os artistas islâmicos se dedicaram a padrões e formas. Gombrich mostra a Corte de Lions, em Alhambra, na Espanha, como um grande exemplo dessa arte. Também cita, é claro, os tapetes persas que se transformaram em produto de luxo no ocidente até hoje.
Em relação à arte chinesa, Gombrich chama a atenção que davam à sinuosidade das formas, também na escultura. A influência do budismo na arte chinesa toma destaque. A arte religiosa da China, segundo Gombrich, se dedicava mais a ser um apoio às práticas de meditação do que a doutrinar sobre as lendas e mestres, como foi o caso da arte ocidental.
Essa particularidade se refletiu, além dos motivos utilizados, no próprio modo de ensino da arte. Os artistas chineses dessa época aprendiam primeiro a pintar cada tipo de objeto e elemento da natureza a partir das obras dos mestres para, só depois, contemplar a natureza diretamente e criar suas próprias obras a partir daí. Mas nestas pinturas não se buscava a referência exata a paisagens naturais, mas sim motivos simples da natureza executados com maestria.
8. Arte Ocidental na Caldeira – Europa, séculos VI a XI
Depois da queda do império romano, a “Idade das Trevas” se refere ao período, aproximadamente, dos anos 500 a 1000 no qual os povos da Europa viveram em migrações e guerras sem “conhecimento” a guiá-los.
A arte européia desse período também se caracterizou pelo conflito. Neste caso, ao invés de uma arte uniforme, esta se caracterizou por grande número de estilos diferentes. Os chamados povos bárbaros do norte da Europa certamente não tomavam a arte como os romanos, mas isso não significou que produziam uma arte inferior. Gombrich escreve sobre a habilidade destes em trabalhar o metal e madeira. Os vikings, por exemplo, produziam esculturas imbricadas de monstros e pássaros com fins mágicos.
Ao contrário da arte contemporânea, a arte deste período não valorizava a originalidade, e sim a precisão em produzir obras sob determinado estilo. Gombrich atenta para este fato e dá como exemplo a igreja construída sob ordens de Carlos Magno em Aachen por votla do ano 803, feita pra ser uma cópia de outra igreja construída 300 anos antes em Ravenna.
“Os ergípcios pintaram o que eles sabiam existir, os Gregos os que eles viam; na Idade Média, o artista aprendeu a expressar o que sentia“. Nesta frase , Gombrich resume o que acredita que foi a maior constribuição deste período. Se, por um lado, a arte é aparentemente menos desenvolvida – infantil, alguns diriam, os elementos das composições buscaram uma expressividade maior, como a representação de Adão e Eva em bronze nas portas da Catedral de Hildesheim.
9. A Igreja Militante – século XII
Ernst Hans Gombrich começa este capítulo escrevendo sbore a importância da igreja como construção física nas cidades européias do século XII. Na maioria dos casos, era a única construção de pedra. A única construção que poderia ser vista a distância. Para os camponeses e guerreiros recém-convertidos, a grandiosidade das igrejas deveria condizer com a ideia de que seriam basilares da luta contra as trevas, até o fim dos tempos. Parte da técnica desenvolviada na arte romana, entretanto, foi perdida durante a “idade das trevas”. Este período foi, então, campo de diversas experimentações. Um método que Gombrich destaca é o uso de grandes arcos para dar a impressão de gradiosidade, mas com o intervalo entre estes preenchidos de material mais leve.
Neste capítulo é mostrado o Castiçal de Gloucester. O objeto de bronze representa dezenas de criaturas entre demônios, homens e anjos. Entre a base do castiçal e o topo, simbolicamente e, de fato, mais iluminado (pela luz da vela), as ameaçadas das trevas do inferno são representadas através das criaturas e das inscrições. É um ótimo exemplo de como a função e forma foram trabalhados para enfatizar um ao outro.
Ainda neste capítulo, Gombrich continua a escrever sobre os pontos fortes de uma arte que estava buscando modos de expressar sentimentos como o sobrenatural, mas sem objetivar representações supostamente naturais. A imagem produzida para um calendário conta a história dos martírios de santos ocorridos no mês de outubro em uma intricada obra que usa de elementos geométricos para evidenciar relações e narrar ações.
10. A Igreja Triunfante – século XIII
Durante a primeira metade deste capítulo, Gombrich se debruça sobre arquitetura. Especialmente as transformações técnicas e estéticas que começavam a formar a arquitetura Gótica. Nesta parte, quem não é suficientemente versado em arquitetura, como eu, relembra que o texto deste livro é primoroso e consegue explicar elementos artísticos até a quem não está habituado com os termos.
Algumas páginas são dedicadas a Giotto di Bondone, pintor florentino que viveu, aproximadamente, de 1267 a 1337. Segundo Gombrich, Giotto inaugurou uma nova fase na história da arte, na qual esta passa a ser a “história dos grandes artistas”. No caso de Giotto, por exemplo, a maestria como no uso da ilusão de profundidade na representação Fides (parte do afresco ao lado) e no desenvolvimento de uma gestualidade mais expressiva o fizeram adquirir fama e notoriedade ainda em seu tempo.