Tarcízio Silva

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Comunicação digital e mídias sociais

Farmville: aplicativos sociais e integração ao container

Farmville é um dos aplicativos sociais líder no Facebook. Apesar de acusado de plágio,  é um exemplo de integração com a rede social. Faz alguns meses, escrevi para outro blog quais seriam as características que fazem um aplicativo social alcançar o sucesso. No BuddyPoke, líder na plataforma OpenSocial no Orkut, naquele momento observei quatro características: Formato; Customização; Atualização Constante; Referências Estéticas.

Estou repensando-as, mas o que tem me chamado atenção nas duas últimas semanas, na qual joguei Farmville, é sua integração ao seu container, o Facebook. Para quem ainda não conhece, Farmville é um joguinho no qual você pode fazer uma fazenda:

farmville 01

Em um resumo grotesco, a mecânica do jogo envolve plantações de vários tipos de vegetais, criação de animais e a decoração do terreno. O diferencial, na minha opinião, é o uso que Farmville faz da estrutura da rede social. Para avançar no jogo, os usuários tem de necessariamente divulgar o jogo entre sua rede de amigos, através de vários mecanismos.

No Facebook, um modelo forte de monetização de aplicativos sociais é a venda de itens/presentes/moedas virtuais que permitem novas funcionalidades, facilidades, itens ou avanço mais rápido. Em jogos massivos online (como World of Warcraft e Ragnarok) esse modelo de monetização já é comum, e só agora começa a aparecer na plataforma OpenSocial, através do líder BuddyPoke.

Então, o interesse dos gerenciadores de Farmville é que cada usuário repasse o jogo e sinta-se compelido a comprar a moeda (no caso, cédula) virtual do mundo Farmville. E o que destaco é o modo pelo qual este aplicativo usa as ferramentas padrão do container Facebook para aumentar os pontos de experiência e contato do usuário e amigos como aplicativo.

Por exemplo, para conseguir uma das Ribbons (Fitas no sentido de láurea), o jogador tem de fotografar uma certa quantidade de fazendas de amigos:

farmville - shutterbug

Dessa forma, os usuários do jogo que buscarem alcançar esta Ribbon possuirão também um álbum de fotos dedicado ao jogo.

Alguns animais e árvores só podem ser conseguidos através de presentes a amigos. Ou seja, o jogador que se envolver no jogo vai tentar conseguir o maior número de amigos fazendeiros – apresentando-os a Farmville e, logo, aumentando o número de jogadores pagantes.

É na Wall (Feed de Notícias) que Farmville coloca a cereja do bolo. A cada façanha alcançada, o jogador tem a possibilidade de publicar no seu feed de notícias. Pelo incentivo da competição, a maioria deve aceitar a publicação. Um exemplo de atualização abaixo:

farmville - feed de noticias

Um amigo que utilize o aplicativo pode clicar em [Get a bonus from...] e receber moedas por comemorar com o amigo. Alguns itens especiais (como animais), também só podem ser conseguidos através do feed de notícias. A experiência de jogo em Farmville para alguns jogadores, então, é permeada de acessos à home (ou ao feed específico de Farmville) para acompanhar estas notícias. A associação entre o aplicativo e o Facebook, dessa forma, é desenvolvida e o primeiro recebe um pouco do afeto que os usuários de redes sociais possuem pelo último.

E, é claro, alguns dos itens só podem ser conseguidos através das cédulas especiais que são compradas com dinheiro real. O fato de ser um jogo no qual o avanço de um jogador significa o atraso de outro – muito pelo contrário, tem influenciado no crescimento . A pesquisadora Raquel Recuero publicou o post Social Games e o Facebook, na qual escreve:

“…o valor social desses jogos é potencializado pela ferramenta, que permite que os atores publiquem e dividam resultados com sua rede social, negociem presentes, compitam e cooperem de forma coletiva. Além disso, esses jogos podem ser instrumentos de reputação (divulgar entre seus amigos que você é o melhor), de sociabilidade (conhecer pessoas, participar de fóruns, ampliar a rede social para melhor atuar no jogo), de suporte social (apoio da rede nas tarefas difíceis) e etc. Ou seja, em última análise, o Facebook permite canalizar parte do capital social construído pelas suas redes também para os aplicativos que são adotados por elas.”

No final do post, Recuero escreve que, depois de um certo nível, o jogo perde interesse devido à limitação de desafios e repetição das tarefas (colher e plantar).  No entanto, Farmville tem mostrado que o aspecto Atualização Constante está sendo desenvolvido. Especificamente para a repetição das tarefas, foram introduzidos veículos que permite colher e plantar mais rapidamente. No aspecto social, começa a inserir modos de um usuário interferir diretamente na manutenção da fazenda do outro (como nas tarefas de colheita).

Finalizando, Farmville é um bom aplicativo a ser observado para quem deseja criar aplicativos sociais. Em um post vindouro, escreverei sobre algum aplicativo social para Orkut com fins publicitários.

Para ler mais: Aplicativos Sociais no Orkut – os 5 mais populares.

Criação em novas mídias: realidade aumentada, digital signage, advergames e mobile

Seria simplesmente jabá se o amigo, sócio e semi-cunhado Marcel Ayres não fizesse posts muito bons sobre criação em novas mídias. Visitem.

Marcel Ayres

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Promova: nova ferramenta do Orkut promove compartilhamento de conteúdo e atualizações de estado

O Orkut, a rede social ainda líder esmagadora no Brasil (ao menos em número de usuários), sempre se caracterizou por se inspirar em outras redes sociais para desenvolver novas ferramentas e recursos. Os aplicativos sociais OpenSocial, por exemplo, devem sua existência à inspiração na plataforma de aplicativos sociais do Facebook. Este último, por exemplo, tem sido “acusado” de imitar o Twitter ao dar ênfase às atualizações de estado. Porém, o próprio Twitter é um pouco “sobrinho” do Facebook.

Árvores generalógicas de inspiração à parte, o blog do Orkut no Brasil acabou de divulgar um vídeo da nova ferramenta chamada Promova. Esta ferramenta permitirá que os usuários publiquem textos, fotos e vídeos para seus amigos. Estes poderão repassá-los (ou retwitta-los?) para seus outros amigos.

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Assim como o “primeiro aplicativo oficial promocional” do Orkut, lançado recentemente, o Promova é outra tentativa de manter os usuários mais tempo no Orkut. Além de incorporar práticas que parte dos usuários já estão utilizando no Twitter e Facebook, também se posiciona no lugar dos anúncios gráficos – que foram duramente criticados devido a seu posicionamento.

Como diferencial, o vídeo já mostra que as estatísticas de visualizações, cliques e descartes estarão disponíveis. É algo que não existe no Twitter e no Facebook só existe para as Páginas. Está em fase beta, apenas para poucos usuários. Ainda não tive acesso, mas vamos ver como se desenrola e se surte efeito.

Blogs Corporativos: três dicas

Blogs corporativos estão em seu auge. As principais – ou pelo menos as mais hypeadas – agências interativas mantem vários blogs corporativos de diversas marcas. De perfumaria (como a Unilever, exemplo de uso das novas mídias) a hospitais, passando por

1) Blog corporativo: 10+1 razões para ter um (ou vários) – slides que produzi para a PaperCliQ. Simpleszinhos, são um panorama sobre os benefícios no uso de blogs corporativos:

Blogs Corporativos  Modismo ou Tendência - Carolina Terra2) Blogs Corporativos:  modismo ou tendência? – o livro de Carolina Frazon Terra foi lançado em 2008 e se dedica a falar sobre blogs corporativos e analisar os blogs da Edelman, Tecnisa, Doceshop, Microsoft, Catho, Sun e HSBC. Boa leitura.

3) Wiki Blog Corporativo – apesar da essência wiki não estar sendo respeitada (não há cadastro automático e meu email voltou), esse wiki é um bom repositório de links de blogs corporativos, com uma clssificação boa que ajuda a procurar por blogs de Pequenas, Médias ou Grandes empresas e outras categorias.

Blog Corporativo Wiki  Listas - SmallBizBlogs

Sobre

Tarcízio Silva é mestrando no PPGCCC-UFBa e diretor da PaperCliQ [+]

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