Web influencia 15% do varejo nacional
Pesquisa da F/Nazca e Datafolha mostra que 15% dos brasileiros pesquisam na internet sobre os produtos antes de realizarem compras.
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Mídias sociais: imprescindíveis, porém não curam todos os males
Texto de Hélio Teixeira publicado no IFDBlog lembra que, por mais geniais e consistentes sejam as propostas de mídia social para as empresas, sempre existe um fator mais básico: a cultura organizacional.
O Ibope Nielsen Online acabou de publicar um relatório que indica que o Twitter alcançou uma penetração de 15% no Brasil em junho. Ou seja, segundo o estudo, 15 entre cada 100 usuários de internet acessaram o site do Twitter neste mês. Os dados comentados pelo analista José Calazans (ver idgnow) ainda indicam que os brasileiros seriam o país com a maior participação, contra 11% dos EUA e 9% do Reino Unido. Este artigo também fala do número de minutos gastos: Brasil com 36; EUA com 31; e Reino Unido com 25.
O IDG Now!, o Twitter Brasil e vários outros sites publicaram a notícia sem uma crítica aos dados, como se o Brasil tivesse a maior participação entre estes países. O boom brasileiro do Twitter se deu nos últimos meses. Dos “descolados” que acham CQC a coisa mais esperta do mundo ,aos corinthianos e rivais que seguem o Mano Menezes, ou telespectadores do Fantástico, muita gente entrou no Twitter. Porém, há pouco tempo. E usando praticamente apenas a web para twittar.
Um dos trunfos do Twitter é sua API aberta, que permite o desenvolvimento de aplicativos de acesso como Tweetdeck, Twititerfeed, Twitterfox etc. E são estes aplicativos, que permitem uma utilização mais customizada e avançada do Twitter os mais utilizados nos EUA e Reino Unido. Nestes países, o site do Twitter representa menos de 30% do acesso à plataforma (ver dados no Mashable e no twitstats), enquanto no Brasil a pesquisa da Bullet indica que a relação de uso entre site e aplicativos é de aproximadamente 48% x 52%:
São dados de fontes diversas, mas uma coisa é clara: faltou contextualização das informações. Acredito que as mídias sociais são maravilhosas por diversos motivos e para diversos fins. Porém, um “oba-oba” generalizado sem crítica é prejudicial ao desenvolvimento do mercado.
O uso do Twitter no Brasil, apesar do crescimento, anida está em uma fase de descoberta e experimentação, com uma menor participação dos aplicativos. Entre os milhões de usuários que entraram no boom da cobertura pelas outras mídias, não serão todos que continuarão a utilizá-lo. E muito menos o Twitter é mais relevante aqui no Brasil do que nos Estados Unidos ou Reino Unido. Estar atento à realidade dos dados e informações é indispensável para desenvolver e apresentar projetos que busquem resultados reais.
No último dia 11, participei do Workshop Planejamento de Projetos Digitais, por Diego Rydz do SetWeb Institute. As quatro horas de curso trataram de metodologias de desenvolvimento de projetos (PMI, Metodologia Moebius, Metodologia SetWeb), dando ênfase a projetos de sites.
Os módulos do curso foram: Projetos Digitais; Metodologia para Projetos Digitais; Planejamento de Projetos Digitais; e Métricas de Resultados. No primeiro módulo, um panorama geral sobre projetos digitais. No segundo, foram apresentadas as principais metodologia, como a Moebius, apresentada abaixo.
Em seguida, o workshop foca no planejamento em si, detalhando cada fase da metodologia própria da SetWeb, com algumas considerações sobre as outras metodologias. As ferramentas de Briefing, Cronograma, Planejamento de Layout, Arquitetura de Informação, Desenvolvimento de Layout, Planejamento e Desenvolvimento de Páginas Internas seguem a partir daí. Especialmente o que tange o relacionamento com o cliente e as técnicas utilizadas nas nas negociações e desenvolvimento conjunto foi destrinchado.
Na parte de métricas, foram apresentadas algumas formulações interessantes. Sempre o que vai falar mais alto para um cliente é o valor ganho ou economizado. No caso de relacionamento com o visitantes, mesmo com o desenvolvimento da coleta e apresentação de métricas de interações sociais, estas ainda são um pouco intangíveis financeiramente falando. Mas o worskshop usou o exemplo de um Call Center da Brastemp que conseguiu otimizar os custos de contatos com o consumidor, uma vez que o custo de contato via web é bem menor que o 0800.
Esse foi o papel de tipos de mensurações que ultrapassam as básicas (visitas, exibições, tempo de navegação etc). Os chamados Pontos de Interação Comuns, Touchpoints e iROI. O primeiro são os “conjuntos de pontos que remetem a um processo que envovle o back office ou a equipe de administração do site”, euquanto Touchpoints são os triggers de alguma funcionalidade que gera receita ou corte de custos, como no caso da Brastemp. iROI, que não vem de return over investment, é a relação da oferta vs de,amda = soma das interações e touchpoints divididas pelo total de visitantes em um período, e que representa a efetividade de um site.
Em tempos de mídias sociais e marketing de buscas, é bom relembrar a importância do planejamento da identificação mais básica e essencial de uma marca na internet: seu próprio site. Mesmo que seja apenas a ponta do iceberg da presença digital, ainda continua a ser o que está acima do nível do mar, muitas vezes revolto.
Vida em Agência são as charges feitas por Rodrigo Ascenção, diretor de criação online da Magica. Sensacionais. Cliquem nos exemplos abaixo e vejam mais de 60 já postadas.
Continuando a série de posts sobre A História da Arte, de Ernst Hans Gombrich, veremos os cinco primeiros capítulos do livro. Relembrando que estes posts são apenas um percurso de passagem e superficial sobre alguns pontos do livro, que merece ser lido com cuidado.
1. Estranhos Começos – Povos pré-históricos e primitivos; América Antiga
Neste primeiro capítulo, Gombrich escreve sobre a arte “primitiva”. Para tanto, lembra que arte no sentido da arte dos museus, criada apenas para fins de contemplação não era o que ocorria nos primórdios da arte. Os objetos artísticos criados pelos povos primitivos eram produzidos com objetivos específicos.
Na maioria dos casos tinham funções ritualísticas e religiosas. Para dissipar um possível preconceito do leitor, Gombrich usa um bom exemplo: “suponha que pegamos uma foto de nossos esportista no jornal – nós gostaríamos de pegar uma agulha e furar seus olhos? Seria a mesma coisa de furar qualquer outro lugar do papel?”. De fato, não. A representação das coisas ainda exerce um poder sobre qualquer pessoa.
Oro, Deus da Guerra - Taití, século XVIII
Portanto, as figuras de animais sob machados e outros tipos de armas nas paredes de cavernas eram um tipo de . Assim como usamos aspas no início do texto, Gombrich também achou necessário definir que não entende “primitivo” como algo anterior em uma escala evolutiva. Estes povos utilizaram as técnicas artísticas que acharam necessárias, simples ou não, como provam alguns dos trabalhos elaboradíssimos que usa como exemplo.
Entre as obras mais “simples”, eu destaco o Deus da Guerra Oro, do Taití, do século dezoito. Nas palavras do autor: “A wooden pole to which he has given a simple face looks to him totally transformed. He takes the impression it makes as a token of its magical power”. A aparente simplicidade desse objeto, na verdade, é resultante do poder expressivo através do qual formas simples representam expressões faciais.
No fim do capítulo, depois de mostrar exemplos de arte em totens dos índios americanos, esculturas maias e aztecas e máscaras do Alasca, Gombrich diz que podemos perceber que a produção de imagens nessas primeiras civilizações não era apenas conectada com magia e religião, mas também uma primeira forma de “escrita”. Uma “simples” escultura ou totem continha em si toda uma narrativa.
2. Arte para a Eternidade – Egito, Mespotâmia, Creta
A arte egípcia influenciou os gregos que influenciaram toda a a arte ocidental desde então. As pirâmides eram literais montanhas de pedras para guardar o corpo dos grandes reis do Egito Antigo. Esta arte tinha uma função definida e prática: preservar o corpo e imagem. Esse é um dos motivos para a regularidade da representação dos objetos e seres, que tinha de trazer a ocorrência mais reconhecível de cada elemento.
O Jardim de Nebamin, por exemplo, traz árvores vistas de lado, peixes e patos de perfil sobre um lago “visto” de cima. A mesma mecânica era aplicada aos corpos humanos, numa representação que podemos perceber inocentemente como distorcida. Entretanto, “não se pode supor que os artistas egípcios achavam que os seres humanos eram daquele jeito. Eles simplesmente seguiram regas que permitiram-nos incluir tudo que consideravam importante na forma humana”.
Estas regras e o senso de ordem da arte egípcia fizeram com que permanecesse relativamente imutável por séculos, com a exceção de alguns períodos nos quais outras instâncias da cultura também eram repudiadas. Gombrich dá o exemplo do império de Amenophis IV, que acreditava em um único deus, Aten. Para incutir a crença na divindade, o estilo também foi modificado, trazendo novos ícones e modos de representação mais condizentes com os valores de Amenophis IV.
Este capítulo ainda traz arte cretense e mesopotâmica. As narrativas representadas nas paredes dos monumentos eram relatos de campanhas de guerra, no que Gombrich chamou de “propaganda”: os combatentes em posição de derrota e dor são apenas os das tribos rivais.
3. O Grande Despertar – Grécia, VII a V século a.c.
Para a arte grega desse período, o capítulo se inicia com uma análise da arquitetura, de formas mais modestas e orgânicas, “criadas por homens para homens”, ao contrário das tumbas e templos egípcios, criados sob ordens de “deuses” para “deuses”. A escultura grega tomou os primeiros cânones dos egípcios e assírios, mas começou a experimentar, buscando uma representação mais reslista da forma humana.
A pintura grega foi quase que totalmente perdida, a não ser a pintura de alguns vasos, que Gombrich explica terem formado um mercado de arte no qual novas técnicas eram utilizadas e experimentadas, como o escorço. Um tipo de disposição que era totalmente proibido na arte egípcia, passou a ser desenvolvido na arte grega: a maior descoberta desse período, segundo o autor.
As esculturas gregas possuem toda uma aura reconhecível atualmente, mas Gombrich alerta para o fato de que a quase totalidade das que chegaram até nós são apenas cópias dos originais. Podem ajudar a imaginar a arte grega, mas possuem diferenças enormes. Assim como o material, a cor das estátuas também foi prejudicada. A maioria da arte grega era replata de cor, mesmo ao ponto de contrastes fortes de azul e vermelho. Estátuas como a Athena Parthenos foram originalmente produzidas em madeiras e pedras preciosas, mas o que chegou a nós foram cópias romanas em mármore.
Gombrich dá uma atenção especial ao Charioteer, atualmente no Museu Arqueológico de Delphi. Encontrato em escavações, a estátua de bronze foi uma das únicas que restaram. Durante a escassez de metal na Idade Média, as estátuas gregas foram fundidas e se perderam. Os olhos das estátuas são de cor definida, como eram a maioria das estátuas da época. As formas do rostoimitam uma face real. Os artistas gregos já possuíam no século V a.c. um conhecimento avançado da fisionomia e anotomia humanas.
Em resumo, a contribuição da arte grega desse período foi a introdução da representação em escorço e de ações mais realistas, como um vaso representando a lenda de Ulysses, para o qual Gombrich dedica algumas linhas a relação entre a posição e olhar dos personagens.
4. O Reino da Beleza – Grécia e mundo grego, IV a V século antes de cristo
Neste período, a arte grega já estava em um ponto de desenvolvimento no sentido mercadológico no qual as “pessoas comparavam os méritos das várias ‘escolas’ de arte, isto é, dos vários métodos, estilos e tradições que distinguiam os mestres das diferentes cidades”. O artista responsável pela Deusa da Vitória, por exemplo, poderia estar consciente e orgulhoso de seu poder, segundo Gombrich. “Ele não estava mais lutando contra nenhuma dificulade na representação do movimento ou escorço”.
O maior artista do século IV segundo o autor era Praxiteles. A liberdade na representação alcançada por ele, deixando todos os traços de rigidez da arte anterior é característica desse período. Existe apenas um fraco eco do antigo esquema de representar cada parte do corpo em seu ângulo mais característico.
Sobre a escultura Laocoon e seus filhos de Hagesandros, Athenodoros e Polydoros, Gombrich se pergunta o que estava em jogo principalmente: o impacto do horror dessa cena em qual um inocente sofre por falar a verdade ou o poder de representá-la cruamente? Contextualizando-a, Gombrich também suspeita que foi uma obra que poderia te rapelo a um público costumaz de arenas de gladiadores, por exemplo.
5. Conquistadores do Mundo – Romanos, Budistas, Judeus e Cristão, I a IV século d.c.
No final do capítulo anterior, alguns exemplos de pinturas de Pompéia, preservadas em paredes das casas da pequena cidade foram alguns poucos exemplos dessa modalidade de arte do império romano que foram preservados.
Entre as criações da arquitetura, as obras do império Romano que produziram uma impressão mais duradoura segundo Gombrich foram os vários arcos que espalharam pela Irália, França, norte da África e Ásia. O elemento mais importantes na arquitetura Romana foi justamente o uso de arcos, que também caracteriza o Coliseu. Entre os marcos que este império deixou em seu território, a Coluna de Trajano traz exemplos de relevos narrativos sobre as vitórias na Dácia e são comentados por Gombrich.
A arte budista neste capítulo se resume basicamente à descrição da escultura Gautama deixando sua casa, que preservou um episódio da história de Buda. No caso da arte judaica, Gombrich dá uma atenção maior ao quadro Moisés retirando água da rocha. Aparentemente, o painel não é muito bem elaborado. No entanto, o autor acredita que se deve em parte ao fato de que alcançava seu objetivo de contar a história, ao mesmo tempo em que não avançava demais contra o mandamento sobre a produção e louvor de imagens.
A revista Veja de 08 de julho traz uma matéria de capa chamada “Sozinhos.com?”, para chegar à conclusão de que “ter milhares de amigos virtuais não deixa ninguém menos solitário”. Concordemos ou não com essa asserção, o grande problema é que esta revista carece de rigor e edição.
Não sei se por simples desconhecimento ou por sentir-se ameaçada, a revista Veja continua a produzir conteúdo raso sobre a internet e as redes sociais. O mais constrangedor é o box “Como entrar em uma rede social”. São dez passos finalizados com “Pode-se, mas não é recomendável para quem não quer parecer infantil, fazer parte de um grupo de pessoas com base em afinidades” (sic). Segundo a revista, as fontes são Luli Radfahrer e o Ibope Nielsen Online. Os jornalistas erraram feio na edição, deixando a frase ampla demais sem o final, transformando-a em uma estupidez sem tamanho.
Esquire estréia blog
O departamento de arte da revista Esquire abriu um blog. Cá no Brasil, o Faz Caber é o blog da equipe de arte da Época que já tem dois anos de existência.
Microsoft lança rede social
Tenham medo. No primeiro contato que tive, uma única percepção pulou aos meus olhos: “horrível”. No exato momento estou tentando fazer meu cadastro. Sistema cheio de erros. Se valer a pena, depois faço uma análise sobre o Windows Live Planet (até o nome é triste…)
No início do ano, produzi um relatório sobre Comércio Eletrônico e Mídias Sociais, e identifiquei uma tendência no avanço do uso de conteúdo gerado pelo usuário a uma nova etapa de envolvimento. A livraria Amazon, referência no assunto, sempre teve dois pilares básicos para seu sucesso: uma logística tremenda e uma interface que dava poder aos visitantes e compradores escreverem suas próprias resenhas e melhorar as informações de seus produtos. Assim, os usuários poderiam conhecer melhor os livros para comprar – ou desistir de comprar, a depender das informações -, e a Amazon ganhava em visitas, posicionamento nas buscas e prestígio = mais lucro.
O avanço no uso do conteúdo gerado pelo usuário a que nos referimos era passar das recomendações, notas e resenhas para uma maior integração às mídias sociais, incluindo a criação de mídias sociais exclusivas da amrca. Há menos de um ano, foi criada a mídia social de nicho de consumo Skoob, na qual os usuários cadastram seus livros. Sem muito investimento, o Skoob faz um relativo sucesso com a ajuda dos usuários cadastrados, mas ainda não passou dos 25.000 perfis.
Entretanto hoje, 01 de julho, foi lançado “O Livreiro: a comunidade para quem gosta de livro“, com o apoio da Livraria Cultura. Os usuários, ao invés de ter de cadastrar os livros, terão acesso a uma base que já contêm 2,2 milhões de livros. O Livreiro possui as ferramentas que o Skoob, ferramentas de redes sociais como comunidades e um diferencial pra fechar o pacote com grande estilo: escritores e críticos profissionais contratados para criar conteúdo exclusivo.
Estou começando utilizar agora O Livreiro (meu perfil), mas a Livraria Cultura está de parabéns. Entendeu que o consumidor usuário de internet não se satisfaz apenas com a oferta dos produtos, mas quer mais informações, experiências sociais e se expressar. Vamos acompanhar e ver como se desenrola.